Um Governo sem Discurso
Um governo que não quer assumir o discurso da "tanga" não pode querer enganar o povo com o não pagamento de portagens nas "scuts"- imposto sobre o utilizador de uma infra-estrutura -, impondo-lhe depois um aumento do IVA, aumentando ISP, aumentando o tempo de trabalho para a reforma.
Afirmaram sempre enquanto oposição que o país caíra numa depressão, que havia falta de confiança nas pessoas, tudo devido ao discurso adoptado por Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, um discurso de rigor e de restrições. Ridicularizaram o discurso de Pedro Santana Lopes quando este assumiu a retoma económica, com o nítido intuito de recuperar a confiança de investidores e empresários.
Ao contrário do que prometeu em campanha, o Governo de Sócrates veio definir uma política em tudo idêntica à do Governo que veio substituir, porque a realidade é só uma - o Estado Português está em falência -, porém são incapazes de assumir um discurso coerente, tem medo de falar em "tanga" não assumem nem sabem quando será possível falar em retoma.
Uma das principais críticas que o actual executivo enumerou ao anterior foi a falta de investimento público. Até ao momento ainda não sabemos quais são os sectores considerados prioritários para o actual Governo, como pretendem fazer o relançamento da economia. Será o choque tecnológico, que vai relançar a economia, mas para quando... Em que áreas da Economia esperam investir e criar valor?
Algumas das medidas tomadas pelo actual executivo, são assumidas com unanimidade pelos economistas de referência da nossa sociedade (à direita e à esquerda), mas se fossem tomadas por Santana Lopes seriam levianas. Será que já pensaram nas consequências que o aumento do IVA pode ter no principal sector da economia portuguesa, o Turismo?
Será que esta indústria não merece uma atenção especial, quando o país não consegue encontrar mais nenhuma solução de viabilização económica. Ou só porque temos um Primeiro-Ministro arrogante que decide "cortar a direito" a nível ambiental, que não equaciona os postos de trabalho e os rendimentos que esta indústria pode providenciar ao país. Estamos a deixar ao abandono um sector viável e onde já havia muito trabalho executado.
Pedro Gonçalves
Licenciado em Turismo-Marketing
Postal do Algarve 09.06.2005
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