Que futuro tem este Farense?
Esta é uma pergunta que me coloco e que muitas centenas de farenses certamente colocarão. Com uma descida de divisão humilhante como a do ano transacto na secretária por falta de verbas para inscrição da equipa. Com um início de temporada atabalhoado, com juniores a representarem a equipa principal e a comprometerem o seu campeonato como veio a acontecer com a descida de divisão, as constantes notícias vindas a público de ordenados em atraso, de falta de condições essenciais para os jogadores se alimentarem. O resultado esta à vista, e só um milagre poderá evitar a descida de divisão do Sporting Clube Farense.
De facto, o Sporting Clube Farense representado pelas mais altas instâncias do poder algarvio, tendo como Presidente o Dr. Gomes Ferreira, Presidente da Assembleia Municipal de Faro, Presidente da Assembleia da Junta Metropolitana do Algarve, tendo na administração da SAD a representação da Câmara Municipal de Faro, vê-se em constantes confusões político-jurídico-financeiras, não conseguindo a tão desejada estabilidade. A falada bomba de gasolina, continua a ser uma incerteza, porque, existem pessoas que decidem defender os seus interesses, sendo consideradas por tal, pouco farenses. Surgiu à dias, certamente com o intuito de reforçar a credibilidade desta instituição, as dúvidas lançadas pela compra das acções por parte da Ambifaro, tendo o Dr. José Vitorino, considerado que tal compra poderá ser considerada nula. Todas estas afirmações terão certamente, como único intuito o de atrair investidores, e de angariar mais apoios ao Sporting Clube Farense. Concerteza, não existe aqui um intuito de se precaver contra uma futura indignação da população, por mais uma descida de divisão!
No momento delicado que se vive em Portugal, com a investigação "Apito Dourado", com constantes referências à confusão de poderes entre autarcas, políticos e dirigentes desportivos, ninguém se atreverá a envolver o nome do Sporting Clube Farense e dos autarcas de Faro, porque aquilo que se tem sentido é a total isenção e insensibilidade por parte destes em ajudar este clube, nunca sendo capazes de apresentar medidas a curto prazo para evitar as constantes humilhações de que tem sido alvo.
Considero-me contra a viabilização dos clubes com dinheiro público, dos contribuintes, mas não nos podemos isolar do universo que nos rodeia, não podemos ignorar os valores gastos pela Madeira e pelos Açores no futebol profissional, por outras autarquias que consideram o futebol como um investimento fundamental para impulsionar o nome das suas terras.
A instituição Sporting Clube Farense, merece mais respeito e os autarcas deste concelho não podem pretender passar ao lado deste problema, porque não é com conferências de imprensa e com frases feitas sobre o historial do Farense que o problema se resolve. A bomba de gasolina poderá ser um passo importante, mas não será a resolução de todos os problemas, é fundamental e urgente que se encontrem soluções, ou então que se deixe espaço para que outros encontrem.
Não deixem morrer o Sporting Clube Farense!
Pedro Gonçalves
Licenciado em Turismo-Marketing
Postal do Algarve 06.05.2004
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