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A consagração de Santana Lopes no congresso do PSD, legitima-o enquanto Primeiro-Ministro?
(rúbrica "frente e verso")

A realização de qualquer congresso partidário não serve para legitimar ninguém nas suas funções governamentais. Separemos pois, desde logo, os assuntos que nada têm a ver entre si.

Pedro Santana Lopes é, desde Julho, Primeiro-Ministro de Portugal por direito, dentro do que a constituição consagra, e sem dever quaisquer favores a alguém.

Muito se tem escrito sobre este assunto, e, tal é a panóplia de comentários e afins que têm sido ditos ou publicados, que hoje desconfio do muito que ainda falta vir. Todavia, seja qual for a crítica, a explicação ou a mais requintada teoria, nunca se poderá ilegalizar o processo e a tomada de decisão do Presidente da República, Jorge Sampaio.

Bem sei que muitos, precisamente os antigos (?) apoiantes do actual Chefe de Estado, nunca se conformarão com este Governo nem com o seu líder. Porque, convenhamos, pouco se importam com a estabilidade democrática, com a razão constitucional ou com o que quer que seja. Para eles dava jeito haver eleições. Por isso, nem sequer pensar noutra decisão que não fosse aquela que lhes servia ao seu próprio umbigo.

Com isto, lá se vai também a teoria da ética. Quando é esta a oposição que temos, nada mais há a acrescentar neste domínio…

O congresso do PSD serviu, pois, para outros fins. Para já, e só assim faz sentido, serviu para reunir as bases e escutá-las. É a partir das conclusões da sua reunião magna que o Partido deverá orientar a sua acção enquanto responsável pelos destinos de Portugal e dos Portugueses.

Era necessário. Sempre o disse e defendi. Gostaria que houvesse um congresso, não por medo da eleição do líder da oposição, mas porque perante o cenário de guerrilha verbal que o país atravessa, era necessário reorganizar e reflectir.

Esta reflexão servirá para estimular novos desafios e para corrigir alguns erros cometidos aquando do exercício da governação. A coligação governamental já errou algumas vezes. Não é preciso ter vergonha de o assumir. Só erra quem faz e quem decide. Assim sendo, é importante manter a firmeza (que não significa autoritarismo), os compromissos feitos e a mesma vontade de inovar e reformar. O PSD é assim. É a boleia dos seus trinta anos de existência, que o maior Partido português terá de continuar a sua afirmação, mesmo nos tempos de maior adversidade literária.

No tempo em que tudo se confunde. No tempo em que um ex-líder do CDS, Freitas do Amaral, é aplaudido de pé pelos militantes da esquerda portuguesa, ou em que um ex. Primeiro-Ministro, António Guterres, passa uma esponja pelo passado e ensaia um regresso imaculado. Nesse mesmo tempo, em que esta coligação é bombardeada sem dó nem misericórdia por tudo e por nada, já pouca coisa me espantará. Pelo contrário, tais lapsos de tempo, apenas nos dão mais força para continuar.

Pedro Santana Lopes, o PSD e todos aqueles que querem um país mais justo e próspero, saberão interpretar todos os desígnios necessários para cumprir o que foi prometido e sufragado em Março de 2002.

Nuno Silva
Técnico de Recursos Humanos
Jornal Barlavento 18.11.2004

Jornal Barlavento

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