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A Europa na Ponta da Língua

A palavra Europa anda na ponta da língua. Somos, cada vez mais, uma Europa com maiores capacidades para enfrentar um conjunto de desafios que surgem diariamente, procurando ultrapassá-los com uma visão moderna e ambiciosa capaz de consolidar os ideais do sonho europeu de Jean Monet.

Quando falamos de Europa não podemos minimizá-la. Seja pela sua importância, seja pelo que ela representa para nós, devemos caracterizá-la como um espaço territorial e político tão vital quanto estratégico. Nela vivem actualmente milhões de cidadãos, unidos por laços de história feita de vários denominadores comuns. Mesmo que essa história nos revele também um conjunto de diferenças, assentes em diferentes culturas e experiências específicas, com um passado recente onde pontificaram decisões e estratégias políticas várias, aquilo que une estes países é tão importante que praticamente os "obriga" e incentiva para que fortaleçam um espírito de cooperação a vários níveis. Exemplo disto foi o processo de alargamento concluído no primeiro dia do mês passado (Maio), que muitos julgaram difícil de se concretizar, mas que constituiu um momento histórico marcante para todos nós. A União Europeia passou a ter 25 Estados-Membros, estendendo-se geograficamente até algumas fronteiras bastante longínquas e impensáveis até alguns anos atrás.

Por isso, a Europa está na ponta da língua e assim vai continuar. Ainda a viver a ressaca desse momento inolvidável, eis que, durante este mês (Junho), seremos chamados a eleger deputados ao Parlamento Europeu, confiando-lhes, entre outras coisas, a nossa vontade de continuar a fortalecer o espírito europeu de modo a que possamos alcançar uma Europa mais próspera e equilibrada. E porque falamos de eleições, não queria perder a oportunidade para tecer alguns comentários sobre as mesmas.

É necessário contrariar a prática de muitos políticos que aparentemente se esqueceram do que estará verdadeiramente em causa no dia 13 de Junho. Bem sei que lhes dá jeito. Sei também que é um caminho mais fácil. Mas a política é mais do que trilhar caminhos fáceis e sem conteúdo. Ela é uma arte nobre que procura divulgar as nossas opiniões, tendo sempre presente o discernimento do que está em causa.

Esta é a altura de falarmos de Europa. Façamo-lo pois, salvo melhor opinião, de uma forma positiva. Esta atitude, que em nada pretende ocultar eventuais problemas que assolam a União Europeia, logo não se trata de uma fuga para a frente, tem a ambição de ser a forma mais séria e directa de abordarmos os assuntos.

Tenhamos a coragem de não ir para o derrotismo imediato aprofundando as questões, sensibilizando os eleitores para o lado positivo da Europa. Este é um apelo de quem entende que Portugal é um país europeu, devendo como tal respeitar o compromisso que em breve fará 20 anos, explicando que a tal Europa "de todos os medos e desgraças" também foi e é responsável pelo nosso desenvolvimento.

Sejamos honestos. A demagogia que cada vez mais se instalou em certos partidos, não os honra nem os valoriza. Usar a Europa para discutir políticas caseiras, é aliciar as pessoas e é desrespeitar os nossos próprios valores e opções europeias tomadas.

Cada deputado europeu eleito será responsável pela manutenção de uma Europa justa, ambiciosa, moderna e forte. A sua eleição não servirá certamente para passar umas férias bem pagas nem para discutir outro tipo de problemas que, a seu tempo, todos seremos chamados a discutir nas eleições legislativas.

Tenhamos coragem para não olhar para as urnas com vontade eclipsa. Apresentemos ideias para defender o nosso país no quadro europeu, tendo como horizonte as diferentes parcerias que a própria comunidade dinamizou. Haja coerência e sentido de estado (poder-se-á ler também sentido de Europa) para esclarecer e não confundir.

Finalmente, a Europa no relvado. Durante este mês, Portugal será palco do campeonato europeu de futebol que muito nos prestigiará. Trata-se de uma oportunidade para repetirmos uma organização de grandes dimensões, provando com muito esforço, que também nós podemos somos capazes de organizar grandes eventos.

O Euro 2004 será uma oportunidade quase única para vermos em acção alguns dos melhores futebolistas europeus. Será também um teste importante para puxarmos pela nossa selecção esperando que o Figo e companhia honrem a camisola e concretizem as nossas ambições. É caso para dizer: Força Portugal!!!

Nuno Silva
Técnico de Recursos Humanos
Magazine do Algarve - Junho de 2004

Magazine do Algarve

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