Os Melhores Activos das Empresas!
As pessoas são os activos mais importantes das empresas!... não me canso de ouvir.
E é verdade! Por muito que se queira, se os recursos humanos de uma empresa não estiverem predispostos a ser produtivos, a encararem os colegas de trabalho como colegas de equipa, a ver cada dia como mais um desafio a ultrapassar, uma empresa não pode ter sucesso.
Não importa os processos implementados, o controlo feito às operações, as reuniões de controlo e de motivação com trabalhadores e chefias.
Na realidade, as pessoas estão cada vez mais interessadas em ver o seu trabalho reflectido em mais rendimentos e cada vez menos interessadas em produzir e ver o seu mérito reconhecido.
Numa fase em que atravessamos um período de realidades económicas difíceis e em que a população portuguesa se endividou mais do que as suas possibilidades, tudo se reflecte em dinheiro, deixando a qualidade de vida relegada a segundo plano.
As empresas essas, podem e devem esforçar-se por dar mais qualidade de trabalho aos seus trabalhadores, e o próprio sistema de impostos português incentiva (através de benefícios fiscais) algumas acções de promoção da qualidade de vida dos trabalhadores das empresas (veja-se o caso das creches por exemplo!).
As pessoas terão que, a pouco e pouco, valorizar essas realidades e desprender-se mais dos seus endividamentos por forma a ser mais fácil dar valor a questões qualitativas e menos quantitativas.
Só quando as pessoas começarem a ver o seu esforço valorizado e perceberem que a sua produtividade é reconhecida é que as empresas entrarão em fase crescente de resultados.
Infelizmente, hoje em dia as empresas vivem muito da exploração de situações de trabalho precário, e muitas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) não possuem processos definidos que estejam dentro daquilo que são as orientações europeias de qualidade.
Hoje em dia, a Qualidade é palavra de ordem, no entanto poucas são as empresas que de facto investem nesta palavra.
A começar pela formação dos trabalhadores, junto dos gestores de PMEs existe ainda o espírito de que se damos formação e depois o activo (colaborador) sai da empresa, o investimento perde-se. No entanto, a realidade é que, quanto maior for o nível de formação existente no mercado, mais fácil será para as empresas encontrar colaboradores de grande qualidade e de maior valor acrescentado para os seus quadros.
Também as relações hierárquicas entre trabalhadores e departamentos, assim como os processos de relacionamento devem ser o mais claro possível para aqueles que numa empresa trabalham uma vez que são esses mesmos processos que podem facilitar a alavancagem da produtividade e qualidade de serviços/produtos de uma empresa.
Aguardemos por isso por melhores dias, esperando que a consciencialização da necessidade de formação e de processos de qualidade seja cada vez mais uma realidade!
Marco Rodrigues
Economista
Postal do Algarve 01.06.2006
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