Feriados!!!!
Assim não dá… dirão muitas entidades patronais!
Tantos feriados, tantas pontes…
"Pontes a pontapé" foi o prato do dia este mês e os patrões do nosso país dirão que perderam imensas horas de trabalho por parte dos seus trabalhadores e com isso rios de dinheiro.
É verdade sim senhor. Tempo é dinheiro e pode-se dizer que neste âmbito os nossos patrões estiveram a perder.
O facto de as empresas estarem paradas e a não produzir tem um grande impacto na "construção" do PIB 2006 (Produto Interno Bruto) que, na prática, espelha a riqueza gerada por um país.
Ora, numa altura em que tanto se fala de défice - na prática a diferença entre as receitas e os custos - é de facto preocupante que se fale em redução na produção e, logo, da receita.
No entanto… julgo que esta perda de receita pode ser recuperada.
Na verdade, muito tem sido exigido aos Portugueses. O tema défice tem sido desgastante e a verdade é que as pessoas estão cansadas e precisam de descanso.
As férias são sempre uma boa altura para recarregar baterias, mas a verdade é que estes fins-de-semana prolongados são bons para fazer uma pausa, esquecer o quotidiano e encarar a vida com mais alegria e de forma mais descontraída.
A realidade é que as pessoas acabam por produzir mais se estiverem mais descontraídas e descansadas. O cansaço é mau conselheiro e por vezes faz falta que as pessoas descansem do seu quotidiano.
No fundo, trata-se de uma ideia que tem por base a própria lei do trabalho que "obriga" as pessoas a terem férias. Sem descanso, a tão falada produtividade das pessoas acaba por decair. Um país que exige tanto da sua população acaba por sofrer as consequências se não tem umas pausas de vez em quando e, para além das férias, umas "pontes" só servem como um bom estimulante.
Agora vêm aí dias de sol em que a população vai andar mais animada. Vem aí a época balnear e com ela as férias e o bem merecido descanso de milhares de Portugueses.
Esperemos que com o sol venham também melhores tempos e que o descanso da massa laboral do nosso país venha a produzir melhores efeitos que ajudem a recuperar algumas pontes!
Marco Rodrigues
Economista
Postal do Algarve 04.05.2006
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