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Carros e novas Leis

Antes de mais, espero que tenham passado uma excelente Páscoa!

A minha foi descansada e, para dizer a verdade, diferente das anteriores.

Por não ser oriundo de terras algarvias, nunca tinha passado uma Páscoa no Algarve. Aproveito sempre para passar algum tempo na terra natal e visitar a família.

Desta feita, Maomé não foi à montanha... foi a montanha a Maomé.

Ou seja, fui mais um daqueles turistas que gostam de dizer que foram passar uns dias de férias ao Algarve.

O tempo, para ser franco, acabou por ajudar! Como tem sido apanágio deste Inverno tão incaracterístico, o sol (apesar de alguma chuva à mistura) acabou por aparecer e, contrariamente ao norte, o tempo acabou por ajudar.

Na verdade, nunca percebi muito bem o porquê de as pessoas gostarem de vir passar uns dias ao Algarve na altura da Páscoa até ao dia em que percebi que não passa de uma fuga ao dia-a-dia, stresse e preocupações.

O ponto negativo desta fuga são as longas filas de trânsito.

As filas intermináveis e as dores de cabeça que se apanham com os nossos colegas automobilistas são, de facto, o que de mais negativo tem esta escapadela.

No que diz respeito à qualidade das estradas que ligam o país ao Algarve, podemos dizer que estamos razoavelmente bem servidos (não digo que seja extremamente bem servidos porque considero abusivo o custo de uma viagem em termos de portagens).

No entanto, já no que diz respeito ao comportamento dos condutores Portugueses nas estradas, não estou seguro de que estejamos no melhor dos momentos.

De facto, a lei mudou por via de um Código da Estrada que nos traz novidades. No entanto, estas novidades, pelo que nos é dado a conhecer pela comunicação social, não passam por grandes alterações de fundo nas regras, mas sim nas consequências que o incumprimento dessas mesmas regras pode causar. As multas são agora pesadíssimas e o que se irá verificar nestes próximos tempos é um cuidado superior no que toca a excessos de velocidade e outros.

No entanto, acho que o impacto de se falar de novas regras foi maior do que propriamente será o impacto das mesmas.

As pessoas precisam de ser relembradas de que as regras são feitas para ser cumpridas e, mais que isso, precisam ser educadas para agir com cidadania nas estradas.

A fiscalização é uma boa forma de se controlar os condutores portugueses, no entanto, o que de facto está mal no meio de tudo isto é o facto de todos se julgarem "Fangios" ou "Schumis", os melhores condutores do mundo... rodeados dos mais toscos e nabos ao volante.

Quantos de nós chegamos ao nosso destino e pensamos: "arrisquei muito naquela ultrapassagem", "acelerei em demasia naquela localidade", "fui demasiado impaciente naquele cruzamento"... Pelo contrário, já é mais fácil gritar: "mexe-te com essa lata velha" ou "pareces uma velhota a conduzir" ou mesmo "atrás deste nunca mais lá chego!".

Esquecemo-nos muitas vezes que, nos outros carros vão outras vidas e que, na grande maioria das situações, há motivos que justificam determinadas acções.

Julgo ser de grande relevância ter-se ouvido falar tanto de regras e Código da Estrada. Já relativamente às alterações do mesmo coloco as minhas interrogações.

No entanto, aproveito para apelar ao bom senso de todos os que andam na estrada para o facto de termos que ser pacientes para com os outros condutores e passarmos mais civismo e urbanidade para a nossa condução.

Espero que com este novo conjunto de regras, a mentalidade e condução portuguesa melhore, por um futuro melhor nas estradas portuguesas.

Marco Rodrigues
Economista
Postal do Algarve 31.03.2005

Postal do Algarve

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