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Meter Água

Ouvia hoje na rádio uma discussão sobre um tema que nos é caro na actualidade e onde se falava da existência de um documento com um conjunto de medidas que ajudariam a resolver determinado problema que ainda não foi aplicado... desde 2001!

Pois é... desde 2001 que existe um documento que, na opinião de especialistas, é um documento muito bem conseguido. Um conjunto de medidas para atingir determinado objectivo, divididas por áreas de influência e objectivos práticos.

Estou a falar de água (ou da falta dela!).

Sim! porque este problema de falta de água não é de agora. Os problemas de que tanto se fala, nomeadamente do efeito de estufa e das mudanças climatéricas, vêm sendo chamados à atenção dos dirigentes deste e de outros países. No entanto, parece que pouco ou nada se quer fazer.

Ouvi numa outra notícia, a propósito do Protocolo de Quioto (que aborda temas como Poluição Atmosférica, Efeito de Estufa, Dióxido de Carbono, Alterações Climáticas, Desenvolvimento Sustentável e Princípio da Cooperação Internacional), que Portugal era um dos países que, à data da elaboração do mesmo, se encontrava abaixo dos limites permitidos. Assim, Portugal passa de uma situação positiva face às metas delineadas para uma situação de, passados 8 anos (adoptado a 11 de Dezembro de 1997, na cidade japonesa de Quioto), estar já acima dos limites estipulados.

Tudo isto para dizer que o nosso país precisa, necessariamente, de uma orientação no que diz respeito às suas políticas orientadoras.

Não me refiro apenas a políticas económicas. Essas estão amplamente debatidas e, necessariamente, passarão pela redução da Despesa Publica e, eventualmente, pela subida de impostos (desde que não sejam os impostos sobre consumo!).

Refiro-me, claro está, a políticas ambientais que incentivem as empresas a serem mais amigas do ambiente. Refiro-me a campanhas de sensibilização como as que se vê hoje na televisão sobre os eco-pontos (mas que continuam a ser insuficientes). Refiro-me a campanhas de informação.

Também é importante que se saiba quais são os planos para a política na saúde e na educação.

E isto leva-me ao ponto que anteriormente foi apontado a um anterior governo sobre a falta de poder comunicativo para com a população em geral.

Não chega à população saber o que se está a fazer. Importa saber quais são os planos a médio longo prazo. E isso implica uma visão para o que vai ser Portugal daqui a quatro anos (e que julgo ser clara na mente dos nossos políticos mas não na da generalidade dos Portugueses).

Toda esta conversa porque, mais uma vez, estamos com uma crise derivada da seca. E se não é da seca é porque chove muito. E porque se não é de muita ou pouca água é porque foi das pragas de bichos ou qualquer outro motivo que nos leva a queixar sempre de alguma coisa e, invariavelmente, a apontar baterias ao alvo mais fácil: o Estado!

Na realidade, a falta de água é mais um problema. Mas problema maior é não saber para onde nos podemos virar.

Espero que venha alguma chuva, mas já agora fica a ideia de que há alguns sectores na economia que não são tão afectados pela falta de água, e que isso é, para mim, mais um sinal de que "se calhar" a economia precisa de um direccionamento e orientação focados para determinadas áreas de actividade (que não passarão pela aposta na agricultura).

Vamos aproveitar esta onda de mudança para impulsionar as nossas vidas!

Marco Rodrigues
Economista
Postal do Algarve 10.03.2005

Postal do Algarve

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