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Porque não posso trabalhar mediante as minhas qualificações?

Porque é que os quadros técnicos das empresas estão todos baralhados? Porque é que muitas das pequenas e médias empresas não têm quadros técnicos? Porque é que muitas das empresas que têm quadros técnicos têm-nos todos baralhados?

Porque é que um economista vai trabalhar como contabilista quando acaba o curso? Porque é que um Marketeer vai trabalhar como Gestor de Vendas ou Director Comercial? Porque é que um Sociólogo vai fazer trabalho administrativo?

Portugal anda desarrumado ou é só impressão minha?

O momento é certo para certas reflexões! Especialmente agora que a União Europeia Foi alargada e somos 25 países... a maior potência económica mundial! Sim... Portugal incluído!

Todos sabemos dos "problemas" existentes: a migração de pessoas, a concorrência, a livre circulação de capitais... problemas entre aspas porque na realidade não passam de oportunidades se os encararmos como tal.

Os fundos comunitários vão ser cada vez menos e é importante olhar para o que se passa internamente e analisar o porquê das coisas.

Digo eu, pela experiência que tenho no mercado de trabalho Europeu, que os jovens em geral têm mais oportunidades "lá fora". Não digo que os jovens portugueses devam ir trabalhar para o estrangeiro. O que pretendo afirmar é que Portugal não dá o devido valor à sua mão-de-obra e não aproveita da forma mais eficaz os seus recursos.

As empresas trabalhariam melhor com quadros técnicos qualificados. Claro que isso implica um investimento que, muitas vezes, parece descabido. No entanto, é importante perceber que a formação profissional que tanto se procura promover em Portugal tem que ter seguimento em algo. Não se pode continuar a formar pessoas (ainda que actualmente em numero insuficiente) e depois ver essas mesmas pessoas a não conseguir potenciar o seu conhecimento, simplesmente porque não encontram trabalho na área para a qual foram formadas.

Ponto um: é preciso continuar a formar com qualidade.

Ponto dois: é preciso motivar as pessoas através da perspectiva de que vão efectivamente trabalhar na área para a qual estão a ser formadas.

No fundo, aquilo que se sente no mercado de trabalho é que não há espaço para recém-licenciados. É esperado que estes tenham experiência quando o que têm é conhecimento teórico e a motivação de quem é novo e quer fazer coisas novas. E quando estas mesmas pessoas são contratadas para fazer aquilo para que não estão preparadas dá-se a desmotivação e a já famosa em Portugal: falta de produtividade.

No fundo, com a entrada de mais 10 estados membros na União Europeia, Portugal precisa necessariamente de se deixar de erros primários como estes que nos acompanham no quotidiano.

Sei que o tempo é de "vacas magras", mas o nosso país precisa é de gente qualificada para os seus postos de trabalho específicos, não de gente formada a desempenhar funções para as quais não tem qualificações. Há necessariamente que fazer cumprir esta regra de bom senso a bem da melhoria da produtividade das empresas em geral... sejam elas pequenas, médias ou grandes empresas.

Portugal precisa de mais e melhor formação, mas também precisa de uma distribuição mais correcta dos seus recursos a bem de um aumento de produtividade que todos queremos para podermos potenciar o nosso crescimento.

Vamos ter mais cuidado com os recursos humanos das nossas empresas, e assegurar que estes mesmos recursos estão a desempenhar as tarefas para as quais têm qualificações e estão motivados. Se tal acontecer, tenho certeza que as empresas portuguesas se vão tornar mais competitivas e com um desempenho superior ao existente.

Urge aumentar a auto-estima Portuguesa e este pode ser um dos caminhos!

Marco Rodrigues
Economista
Postal do Algarve 20.05.2004

Postal do Algarve

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