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Parque das Cidades & Via do Infante com/sem SCUT's: como ficam?

Parque das Cidades
No dia em que Portugal lhe viu atribuída a organização do Euro 2004, o Parque das Cidades nasceu. Sendo o principal motivo da construção desta infra-estrutura desportiva albergar alguns jogos do Europeu de futebol (para o que também se torna necessária a construção de um hospital, que poderá ser público, privado ou misto), trata-se de um equipamento estruturante para a região, atingindo a sua plenitude quando tiver todas as restantes valências em funcionamento, nomeadamente a pista de atletismo, pavilhão multi-usos e centro de alto rendimento.

Os campos de futebol algarvios, reparem que não lhes chamo estádios…., são velhotes, pequenos, pensados e executados numa era em que as necessidades/equipamentos eram diferentes em termos de conforto, condições para os órgãos de informação, nível tecnológico, tipos de relvado e da multi-funcionalidade que hoje podem ter (leia-se possibilidade de concertos, por exemplo).

É este conjunto de equipamentos que se considera uma âncora ao desenvolvimento da região Algarvia, possibilitando conferências, seminários e feiras de nível internacional, eventos futebolísticos e estágios na época baixa onde somos visitados pelas grandes equipas do Norte da Europa e grandes concertos internacionais de música. Não falando na utilização do Estádio pelo Farense e Louletano e dos eventos desportivos que poderão ter lugar na pista de atletismo.

Se há cerca de dois anos todos estavam de acordo - e quem não estava não levantou a voz - como é que agora se lembraram que alguns fundos do PROAlgarve lhes poderão ser destinados?
O Sr. Presidente da Câmara de Olhão disse algo como: "O estádio fica nos concelhos deles, eles que o paguem!". Enquanto os Presidentes de Faro e Loulé eram do PS nunca o ouvi dizer isso…
O Sr. Apolinário, que anda numa actividade frenética no que concerne ao envio de comunicados para a imprensa regional, veio dizer que o Parque das Cidades não pode vir afectar os Concelhos mais pobres da Região. Exacto, só podia afectar antes de 17 de Março, nunca depois!

As Câmaras de Loulé e Faro têm investimentos feitos, o projecto é de interesse para a região independentemente do local onde está implantado, as verbas necessárias não são exorbitantes, a região tem uma necessidade brutal deste tipo de equipamentos, espera-se que o complexo seja rentável no médio-longo prazo em termos desportivos e económico-financeiros, e o Euro 2004 vai ser uma oportunidade excelente para espalhar o Algarve pelas quatro cantos do Mundo. E ainda, agora já é tarde!

Via do Infante com/sem SCUT's
O Governo pondera introduzir portagens nalgumas auto-estradas previstas para terem portagens virtuais para os utentes e pagas pelo Governo (SCUT's), uma vez que com este sistema lá para 2007-2008 a dotação orçamental disponível ficaria bastante reduzida dados os pagamentos de elevados montantes relativos às portagens virtuais das SCUT's, dificultando novos investimentos.

E aqui entra a nossa Via do Infante. Para já, penso que seria somente entre Alcantarilha e Lagos, uma vez que a restante já está construída e paga, e penso que não reúne as condições técnicas para ser uma auto-estrada. Mas se assim for, está-se a discriminar o barlavento em prol do sotavento, o que não parece justo, até porque os níveis de desenvolvimento no interior destas sub-regiões não deverão ser muito dispares. E sendo o Algarve uma região turística por excelência, não virá este "extra" ser mais um factor desmotivador da vinda de turistas, quando aqui ao lado na Andaluzia não se pagam portagens?
E será honestamente a EN 125 uma alternativa, quando está pejada de casas, localidades onde se tem que andar a 50 Km/h, semáforos e é uma das estradas mais mortais da Europa? Não deverá o Estado investir na segurança das pessoas, promovendo a utilização de vias de comunicação seguras?
E se a EN 125 é má durante o ano todo, quando chega o Verão fica insuportável com o mais de um milhão de pessoas que aqui temos em permanência durante a época alta. Deveremos dar-lhes boas condições viárias ou taxá-las na Via do Infante, logo incentivá-las ao uso da EN 125 e ao incremento do caos?

Portugal é um país periférico porque fica longe dos centros de decisão e das economias mais fortes. O Algarve é uma região periférica porque fica longe de Lisboa e, ainda mais, do Porto. Dentro da região temos sub-regiões periféricas porque ficam longe dos grandes centros que são Faro e Portimão, como sejam Alcoutim, Aljezur ou Vila do Bispo. Agora que poderemos ficar mais perto uns dos outros, perderemos essa oportunidade?

João Nuno C. Arroja Neves
Economista
Notícias do Algarve 04.06.2002

Notícias do Algarve

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