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Para uma nova abordagem da política

Passadas as primeiras décadas após o "25 de Abril de 1974", começou a verificar-se uma forte desmobilização dos cidadãos em relação à política, aos políticos, e à gestão da coisa pública.

Como reflexo desse desencanto políotico e dessa desilusão partidária surgem agora novas alternativas, através da formação de associações que se têm multiplicdo por todo o país, existindo já no Algarve à disposição dos cidadãos uma diversificada oferta de índole cultural, cívica, empresarial, universitária, etc. O número de Fundações também cresceu, tendo o próprio Governo dado uma mãozinha.... Ou seja, a sociedade civil está a mobilizar-se em torno de causas e não de ideais.

Os militantes nos partidos são cada vez menos e, no seio destes, os crentes e empenhados são cada vez mais uma minoria.... Significa isto que a sociedade civils não acredita nos partidos como instrumento para resolver, pelo menos, parte dos seus problemas e anseios sociais.
Daqui se infere que há causas justas e dignas para serem abraçadas. Há problemas que subsistem e cidadãos que se dispõem a combatê-los. A ferramenta de intervenção é que mudou...

Não interessa estar aqui a dissecar o que provocou esta situação, que é mais ou menos do conhecimento geral. O que interessa, isso sim, é propor ou sugerir soluções para transformar as estruturas partidárias nos agentes credíveis e dinamizadores da sociedade. Para isso importa que os actores políticos façam passar uma imagem (que se pretende seja real), de integridade moral, de honradez e, sobretudo, de interesse pela causa pública.
É crucial que os partidos consigam atrair a si não só bons técnicos como também figuras proeminentes da sociedade civil, por forma a que as propostas apresentadas e as críticas formuladas tenham sólidas bases cientificas e não sejam a normal "gincana política" do dizer mal por dizer, que descridibiliza a classe como um todo.
É vital que a justiça exerça a sua função rapidamente, por foma a que acusações de corrupção ou as notícias infundadas que originam queixas-crime sejam julgadas em tempo útil. É tempo de deixarem de ser os órgãos de informação a condenarem na praça pública!
É importante que os cidadãos eleitores deixem de falar mal dos políticos sem sólidas razões, como se a classe fosse toda igual e composta por grupos de malfeitores. Certamente que haverá políticos honestos e desonestos, mas essa destrinça só à justiça cabe dirimir.

E, acima de tudo, os partidos são um pilar essencial do Estado democrático que hoje se vive no nosso país. Mas com a alergia crescente que se verifica no seio da sociedade civil em relação aos partidos, procurando-se habitualmente a crítica fácil e de fora, esvaziando-os de militantes e de credibilidade, poderá a própria democracia tender para algo que ainda não vislumbramos nitidamente, mas que poderá vir a ser um pesadelo a não recordar.

Não interessa a crítica barata, a rotulagem automática e a alergia desmedida.
Importa a crítica construtiva, confiando no próximo e acreditando que os sonhos se podem ainda tornar realidade.

João Nuno C. Arroja Neves
Economista
Diário do Sul - Edição Algarve 11.06.2001

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