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2004: O ano de todas as esperanças

Eis-nos chegados ao fim do annus horribilis de 2003, caracterizado por um conjunto de problemas aos mais variados níveis: social, económico, político, quer em Portugal quer no estrangeiro.

Ao nível internacional, destacaram-se a recessão económica apresentada pelos principais motores da economia mundial, como sejam os Estados Unidos, o Japão ou a Alemanha. A ameaça do terrorismo e a guerra no Iraque foram também fenómenos de grande importância, que marcaram o ano.

Internamente o país viveu "obcecado" com o cumprimento da meta definida pelo Pacto de Estabilidade para o défice público, não devendo este ultrapassar os 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. E, ao que parece, os sacrifícios realizados terão permitido atingir aquela meta. Independentemente da recente polémica quanto à vida ou morte do Pacto, e ao facto do país poder ir a reboque da França e Alemanha que ultrapassaram aquele valor, importa perceber que a "obsessão" tem duas vantagens. Por um lado credibiliza o país ao nível internacional, ao demonstrar ter capacidade para cumprir as metas a que se propõe. Por outro lado, o esforço agora feito, permite ao Estado reorganizar-se, e controlar a despesa pública que vinha a crescer descontroladamente nos últimos anos, em algumas áreas, sem que esse acréscimo se traduzisse num aumento de qualidade ou quantidade dos serviços prestados.

O processo de pedofilia, associado à Casa Pia, que envolveu destacadas figuras do nosso país ligadas a áreas como a política ou o espectáculo, acompanhou-nos ao longo de todo o ano, trazendo para primeiro plano o Sistema Judicial e os seus intervenientes. Para um leigo na matéria, destacaram-se como aspectos negativos, as fugas de informação, que tantas manchetes de jornal e horas de noticiários alimentaram, e as campanhas de informação e contra informação surgidas, tentando descredibilizar o processo. Ressaltou ainda a necessidade do sistema judicial se modernizar, adaptando-se aos tempos e à cada vez mais rápida evolução de acontecimentos. É difícil perceber que alguém possa ser preso, e assim permanecer pelo período de um ano, sem conhecer em concreto qual a acusação que sobre si recai.

O Verão foi marcado pelos incêndios que, de norte a sul, devastaram a floresta do nosso país. Certo é que se tratou de um Verão com temperaturas anormalmente elevadas. No entanto, insuficiências existiram certamente, quanto a meios materiais, quanto à falta de formação dos bombeiros, mas acima de tudo existiram ao nível da prevenção que anualmente vai sendo apontada como necessária, mas que não passa do papel.

Mas, posto o Ano Velho, viva o Novo Ano!

Ano da previsível e tão esperada retoma da economia, e do EURO 2004, evento no qual o país deposita as suas esperanças não só ao nível desportivo, na obtenção de uma boa classificação da selecção de todos nós, mas também ao nível económico, atraindo um número elevado de turistas, com os efeitos positivos que tal terá na nossa economia. Por fim temos ainda oportunidade de mais uma vez demonstrar a nossa capacidade organizativa e promover o país, perante largos milhões de espectadores em todo o mundo, através da televisão.

O "nosso" Algarve estará envolvido no evento ao receber 3 jogos, mas também ao receber algumas das selecções participantes, e que cá ficarão alojadas, contribuindo assim para reforçar a imagem da região no estrangeiro.

Resta-nos pois esperar que o novo ano seja diferente do anterior, com a certeza que o país saberá ultrapassar as dificuldades por que atravessa, à semelhança do que já aconteceu no passado

Bom ano a todos!

Carlos Jorge Baia
Gestor de Empresas
Jornal do Algarve 15.01.2004

Jornal do Algarve

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